segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um velho sábio disse: "Só há duas tragédias na vida: uma é não se conseguir o que se quer, a outra é consegui-lo."
Pedi aos orixás que me trouxessem paz.  E isso de fato aconteceu. Deixei a linearidade da poesia para escrever textos crus e claros, e tentar entender. Seria eu, essas pessoas que apontam o dedo dizendo que os outros não sabem amar, mas eu só sei amar alguém na adversidade? Entre os gritos, ou o sorriso da presença? Ou eu tenho que me acostumar com o coração de um jeito que seria impossível nesse momento aceitar que você está ai, sem dilemas, apenas sendo você de um jeito estranhamente bom?
Eu repasso os problemas e eles ficam vagos na minha cabeça. A doçura continua, embora linear. Embora muitas vezes vazia longe. Difícil de acessar. Por que eu fico tanto querendo acessar você?
Estar mais bonita e encantadora para você se lembrar? Ou será que eu sou só encantadora quando alguém reconhece? É isso? É por isso que eu sou mais paixão que amor?
Não faz sentido. Paixão e amor. Amor também elogia, também suspira. Meu amor. E o dela?
Acomodado?  Distante. Venha a mim.  A que não enfrenta problemas.
E eu? A senhora que acabou de achar um problema.

I get it.

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